| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Accipitriformes |
| Família: | Accipitridae |
| Vigors, 1824 | |
| Subfamília: | Accipitrininae |
| Vigors, 1824 | |
| Espécie: | H. diodon |
O gavião-bombachinha, “Harpagus diodon”, é uma ave da ordem dos Accipitriformes, da família Accipitridae.
O gavião-bombachinha pode ser considerado uma espécie pouco conhecida no que diz respeito à sua história de vida, especialmente com relação à reprodução, hábitos alimentares e exigências ecológicas.
Em algumas áreas de sua distribuição, foi considerado raro por pesquisadores de campo, quando os relatos foram acidentais (del Hoyo et al. 1994, Bierregaard 1995, Rosário 1996,Sick 1997). Entretanto, Anjos et al. (1997) consideraram o gavião-bombachinha comum durante longo tempo de seu estudo no Paraná, assim como Stotz et al. (1996), em sua revisão da ecologia e conservação das aves neotropicais.
Também conhecido como gavião-bombacha.
Seu nome científico significa: do (latim) harpago = voraz; pessoa voraz; e do (grego) di = dois; e odön = dente; diodon = dois dentes, referência ao bico desta ave. ⇒ (Ave) voraz com dois dentes. Da mitologia grega: Harpagus foi um general persa do século sexto AC que foi forçado a comer a carne de seu próprio filho.
Mede 29-35 cm de comprimento e envergadura de 60-70 cm (Del Hoyo et al. 1994, apud Menq, 2016). O adulto apresenta plumagem cinza na parte ventral e cinza-escuro no dorso, com calções de cor ferrugem, cera e tarsos amarelados, e íris que varia do castanho ao marrom-avermelhado. Além disso, apresenta a garganta clara com uma listra vertical escura, característica que serve para diferenciá-lo do gavião-bombachinha-grande (Accipiter bicolor). O jovem apresenta peito creme salpicado de marrom, calções ferrugíneos, dorso marrom escuro e íris mais clara, variando do amarelo ao castanho.
Não possui subespécies.
Alimenta-se principalmente de insetos e de pássaros pequenos. Persegue as formigas de correição para apanhar animais espantados por elas.
São escassas as informações sobre a reprodução desta espécie. Aparentemente se reproduz nas florestas do sul e sudeste do Brasil entre os meses de outubro e dezembro. Constrói o ninho no alto de árvores, em forma de plataforma rasa feita de gravetos secos, colocando em média dois ovos (Cabanne & Roesler, 2007, apud Menq, 2016).
Espécie migratória na região sul/sudeste, onde costuma aparecer no começo da primavera, retornando ao norte no outono. É comum de ser avistado planando no meio da manhã ou nas horas mais quentes do dia, muitas vezes acompanhando outros rapinantes. Habita florestas tanto mais úmidas quanto mais secas e parece ter preferência por clareiras e ambientes secundários. Costuma ser encontrado pousado em galhos de embaúbas ao longo de estradas que cortam regiões de floresta.
Em voo é evidenciada a coloração laranja na parte inferior das asas. Tem silhueta coroporal roliça, asas relativamente curtas e cauda bastante estreita quando fechada. Pode ser confundido com Rupornis magnisrostris, Harpagus bidentatus, Accipiter striatus e Accipiter bicolor.
Ele se distribui em todo o Brasil, Guianas, Venezuela, Bolívia, Paraguai e norte da Argentina.